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Rebranding: quando a estratégia realmente vale a pena?

Atualizado: 9 de abr.


Quando os negócios não atingem os resultados esperados e a concorrência fica cada vez mais acirrada, é comum que empresários e gestores comecem a questionar a força da marca.


O problema é que, em muitos casos, essa decisão não nasce de um diagnóstico estratégico, e sim de uma ansiedade de mercado. Mudar o logotipo, as cores e o discurso sem planejamento pode levar a investimentos altos com pouco impacto.


Entenda, no texto a seguir, quais são os principais sinais de que a sua empresa precisa de um rebranding e quando ele realmente faz sentido para o seu negócio.


O que é rebranding?


O rebranding é uma estratégia que envolve mudanças significativas na identidade de uma marca para posicioná-la diante de novas condições de mercado, mudanças culturais ou objetivos estratégicos.


Porém, ao contrário do que muitos pensam, o rebranding não é só “mudar a cara da empresa”. Trata-se de uma transformação que deve refletir, de fato, uma mudança verdadeira no negócio, no contexto competitivo.


Quando esse processo é feito corretamente, a empresa pode se posicionar de forma mais relevante, alinhando a percepção externa aos seus objetivos de crescimento.


É importante destacar que marca não é logotipo. Marca é uma percepção intrínseca do que representa uma empresa, e o logotipo é meramente o gatilho para essa percepção.


“A troca de logotipo precisa ser a ponta do iceberg de uma mudança real dentro da sua empresa rumo à conexão com este novo momento”, explica o sócio-diretor da Onlime, Tony Ricci.

O que a ciência diz sobre o rebranding?


Fazer rebranding é uma prática complexa que pode trazer benefícios significativos, mas também envolve riscos substanciais. Por isso, é fundamental contar com o apoio da pesquisa acadêmica para eliminar “achismos” do processo.


Segundo o artigo “The Effect of Rebranding on Brand Loyalty: Brand Reputation as Mediator”, publicado no International Journal of Academic Research in Business and Social Sciences, o rebranding não afeta diretamente a lealdade, mas exerce uma influência significativa por meio da reputação.


Marcas que conseguem melhorar a percepção pública durante o processo de rebranding são capazes de reforçar a lealdade de seus consumidores. Por outro lado, mudanças que enfraquecem a reputação podem prejudicar significativamente a retenção de clientes.


De acordo com o estudo “Intangible Market Value Study”, do Reputation Institute (RepTrak), cerca de 84% do valor de mercado de uma empresa é proveniente de fatores ligados à sua reputação. Em 1975, o mesmo estudo apontou que esse índice era de apenas 17%.


Outro estudo relevante foi publicado no Journal of Brand Management, que identificou que o rebranding parcial é mais eficaz, pois preserva associações positivas com a marca, enquanto introduz mudanças estratégicas.


Essa pesquisa reforça a importância de planejar corretamente o escopo do rebranding, equilibrando inovação e continuidade para maximizar os benefícios e minimizar os riscos.


Quais são os sinais de que sua marca precisa de um rebranding?


O rebranding é um processo adotado quando a marca deseja fazer mudanças significativas no seu posicionamento

Nem toda dificuldade de mercado exige um rebranding. No entanto, existem sinais claros de que a marca pode estar desalinhada com a realidade do negócio.


Um dos principais indícios é a falta de clareza na percepção do público. Quando os clientes não conseguem explicar o que a empresa faz, há um problema de posicionamento.


Veja a seguir outros sinais que devem ser observados pelos gestores:


Mudança de direção


Quando a empresa decide focar em um novo nicho, produto ou serviço, o rebranding se faz necessário para representar a mudança de fase.


Em momentos delicados, a estratégia pode ser utilizada para sinalizar uma alteração no posicionamento e minimizar impactos durante gestões de crise.


Necessidade de alinhamento


Uma situação que ocorre principalmente com empresas com longo tempo de existência é o fato de muitos clientes ainda enxergarem a marca de uma forma que ela não comunica mais.


O rebranding serve para alinhar a comunicação com o que a organização representa na prática.


Resolver um problema crônico


A marca pode estar desconectada de um público-alvo, geralmente mais jovem, culminando em uma percepção de estar desatualizada frente aos seus concorrentes.


Identidade visual vs. rebranding: qual a diferença?


Uma das maiores confusões no mercado está na diferença entre ajuste de identidade visual e rebranding estratégico.


A identidade visual é apenas a camada estética da marca (logotipo, cores, tipografia e elementos gráficos). Alterar esses aspectos pode modernizar a aparência da empresa, mas não necessariamente muda sua percepção no mercado.


Já o rebranding estratégico envolve uma revisão profunda de elementos como posicionamento, proposta de valor e narrativa da marca.


Ou seja, enquanto a identidade visual comunica, o branding define o que será comunicado.


Empresas que fazem apenas mudanças visuais, sem revisar a estratégia, costumam enfrentar um problema recorrente: a marca “nova” continua sendo percebida da mesma forma que antes.


Como planejar a transição de marca?


Após identificar a necessidade de um rebranding, o primeiro passo é buscar uma agência de marketing especializada na área. Essa empresa parceira ajudará a fazer um diagnóstico completo da marca e adequá-la ao novo posicionamento.


A empresa também precisa definir qual direção seguir com base no entendimento do contexto atual do seu ramo de atuação. O novo direcionamento deve ser claro, relevante e sustentável.


Para evitar uma ruptura imediata, a transição precisa ser aplicada em todos os pontos de contato com o público. A comunicação deve enfatizar o que mudou e o que isso representa.


Por fim, o timing da transição deve ser levado em consideração. Mudanças bruscas e mal comunicadas podem gerar confusão ou perda de reconhecimento.


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